Editora Desiderata
346 páginas
No dia 26 de junho de 1969, saía o primeiro número do jornal O Pasquim, com quase toda a capa dedicada ao colunista social Ibrahim Sued. No primeiro número Millor Fernandes escrevia: "se este jornal for independente, não dura três meses. Se durar três meses, não é independente". Errou feio o grande Millor. O Pasquim foi independente e durou muito mais do que três meses.
O Pasquim talvez tenha sido o jornal onde participou o maio time de jornalsitas (eles não sabiam que eram jornalistas) da história da imprensa brasileira. Com humor e muita informação, fizeram escola. Inventaram uma maneira de fazer entrevista e criaram muita coisa que se usa até hoje.
O Pasquim - Antologia - 1º Volume, é o que há de melhor para se ler. Os jovens precisam ler esta seleção que foi feita do melhor daquele jornal entre 1969 e 1971. É bom demais. Para os mais velhos, é fundamental reler as entrevistas daquela época em que se fazia jornalismo sério.
A entrevista com Madame Satã é hilária, principalmente quando ele diz que nunca matou ninguém. Ele fazia o furo, quem matava era Deus. Mas tem muito mais. Tem Leila Diniz, Vinícius de Morais, Chico Buarque de Holanda, Di Cavalanti. É muita gente boa.
Imperdível.
O que é
Barato de Ler é a primeira locadora de livros/cafeteria de S. J. do Rio Preto e tem como finalidade a aproximação de pessoas que gostam de literatura e também de um papo a respeito do que acontece em cultura.
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Não Tenho Culpa Que a Vida Seja Como Ela é
Nelson Rodrigues
Editora Agir
256 páginas
Nelson Rodrigues é Nelson Rodrigues. Ele soube como ninguém instigar a sociedade brasileira, principalmente a carioca. Com seu texto ferino, falou do dia-a-dia hipócrita dos integrantes de uma sociedade de aparências. E ele ia fundo, com o dedo perfurando as feridas de todos.
A editora Agir publicou uma série de livros com as suas crônicas publicadas em jornais cariocas. Um destes livros é o fantástico “Não Tenho Culpa Que a Vida Seja Como Ela é”. Só o título diz tudo.
São crônicas com uma dose de humor e de sarcasmo que vai até as últimas conseqüências, baseadas em histórias que ele ouvia e criava o seu enredo, viajando nas suas maledicências.
Quem procura um bom texto e gosta deste tipo de literatura, não pode deixar de ler este livro. Ele é indispensável. São 39 crônicas, sendo que a maioria delas tem final surpreendente ou de uma maldade que só o homem é capaz de praticar.
Editora Agir
256 páginas
Nelson Rodrigues é Nelson Rodrigues. Ele soube como ninguém instigar a sociedade brasileira, principalmente a carioca. Com seu texto ferino, falou do dia-a-dia hipócrita dos integrantes de uma sociedade de aparências. E ele ia fundo, com o dedo perfurando as feridas de todos.
A editora Agir publicou uma série de livros com as suas crônicas publicadas em jornais cariocas. Um destes livros é o fantástico “Não Tenho Culpa Que a Vida Seja Como Ela é”. Só o título diz tudo.
São crônicas com uma dose de humor e de sarcasmo que vai até as últimas conseqüências, baseadas em histórias que ele ouvia e criava o seu enredo, viajando nas suas maledicências.
Quem procura um bom texto e gosta deste tipo de literatura, não pode deixar de ler este livro. Ele é indispensável. São 39 crônicas, sendo que a maioria delas tem final surpreendente ou de uma maldade que só o homem é capaz de praticar.
Corações Sujos
A leitura de Corações Sujos, de Fernando Morais, da editora Companhia das Letras, é imprescindível. É inacreditável a história dos japoneses que vieram para a região de Marília pouca antes da Segunda Guerra Mundial.
Com um texto impecável, Fernando Morais narra a saga deste povo que enfrentou a ira daqueles que não acreditavam na derrota do Japão. Os que aceitavam a derrota eram ameaçados de morte. Muitos morreram pelas mãos dos seus patrícios.
Cidades da região se transforam em verdadeiros campos de batalha com o enfrentamento destes imigrantes com brasileiros que não aceitavam a postura dos fanáticos, que chegaram imprimir dólares como se fossem impressos pelo Governo Japonês, numa demonstração de que a guerra havia sido vencida pelos orientais. Revistas e jornais eram falsificados, mudando as notícias. Para estes japoneses, o Japão de Hiroito era invencível.
É uma grata e maravilhosa leitura.
Com um texto impecável, Fernando Morais narra a saga deste povo que enfrentou a ira daqueles que não acreditavam na derrota do Japão. Os que aceitavam a derrota eram ameaçados de morte. Muitos morreram pelas mãos dos seus patrícios.
Cidades da região se transforam em verdadeiros campos de batalha com o enfrentamento destes imigrantes com brasileiros que não aceitavam a postura dos fanáticos, que chegaram imprimir dólares como se fossem impressos pelo Governo Japonês, numa demonstração de que a guerra havia sido vencida pelos orientais. Revistas e jornais eram falsificados, mudando as notícias. Para estes japoneses, o Japão de Hiroito era invencível.
É uma grata e maravilhosa leitura.
Agosto
Rubem Fonseca
Romance
Cia das Letras
349 páginas
Agosto de 1954, caos e escândalos políticos aparecendo diariamente nas páginas dos jornais. Getúlio Vargas, Presidente da República, começa perder sua popularidade. O povo está dividido entre o Presidente e Carlos Lacerda, jornalista implacável que diz desmascarar o governo brasileiro.
Gregório Fortunato - chefe da guarda pessoal de Vargas - consciente de que o jornalista constitui uma ameaça, planeja um atentado contra a sua vida.
Outro crime acontece: o assassinato de um milionário em sua própria residência, um luxuoso apartamento duplex, em bairro de classe média alta, na cidade do Rio de Janeiro.
O atentado a Lacerda fere um coronel da Marinha; explodem manifestações na imprensa e nas ruas. O povo exige explicação do governo. Gregório Fortunato é preso e começa a ser diariamente interrogado. O presidente perde progressivamente sua base política, encontra-se numa situação dúbia.
Se renunciar, será ainda mais criticado pelo povo; se permanecer no poder, terá que enfrentar a fúria da UDN e de muitos militares importantes que já não o apóiam.
Vargas marca uma reunião com os ministros no Palácio do Catete. A reunião estende-se à madrugada. Cada ministro faz a sua análise da situação política nacional.
Ao final, o Presidente, cansado, solitário e deprimido, sobe para a ala residencial do Palácio e decide "sair da vida para entrar na História". Um tiro no peito rouba-lhe a vida e convulsiona o país. O suicídio é encarado como saída derradeira para a situação catastrófica.
Agosto
Rubem Fonseca
Romance
Cia das Letras
341 páginas
Agosto de 1954, caos e escândalos políticos aparecendo diariamente nas páginas dos jornais. Getúlio Vargas, Presidente da República, começa perder sua popularidade. O povo está dividido entre o Presidente e Carlos Lacerda, jornalista implacável que diz desmascarar o governo brasileiro.
Gregório Fortunato - chefe da guarda pessoal de Vargas - consciente de que o jornalista constitui uma ameaça, planeja um atentado contra a sua vida.
Outro crime acontece: o assassinato de um milionário em sua própria residência, um luxuoso apartamento duplex, em bairro de classe média alta, na cidade do Rio de Janeiro.
O atentado a Lacerda fere um coronel da Marinha; explodem manifestações na imprensa e nas ruas. O povo exige explicação do governo. Gregório Fortunato é preso e começa a ser diariamente interrogado. O presidente perde progressivamente sua base política, encontra-se numa situação dúbia.
Se renunciar, será ainda mais criticado pelo povo; se permanecer no poder, terá que enfrentar a fúria da UDN e de muitos militares importantes que já não o apóiam.
Vargas marca uma reunião com os ministros no Palácio do Catete. A reunião estende-se à madrugada. Cada ministro faz a sua análise da situação política nacional.
Ao final, o Presidente, cansado, solitário e deprimido, sobe para a ala residencial do Palácio e decide "sair da vida para entrar na História". Um tiro no peito rouba-lhe a vida e convulsiona o país. O suicídio é encarado como saída derradeira para a situação catastrófica.
Romance
Cia das Letras
341 páginas
Agosto de 1954, caos e escândalos políticos aparecendo diariamente nas páginas dos jornais. Getúlio Vargas, Presidente da República, começa perder sua popularidade. O povo está dividido entre o Presidente e Carlos Lacerda, jornalista implacável que diz desmascarar o governo brasileiro.
Gregório Fortunato - chefe da guarda pessoal de Vargas - consciente de que o jornalista constitui uma ameaça, planeja um atentado contra a sua vida.
Outro crime acontece: o assassinato de um milionário em sua própria residência, um luxuoso apartamento duplex, em bairro de classe média alta, na cidade do Rio de Janeiro.
O atentado a Lacerda fere um coronel da Marinha; explodem manifestações na imprensa e nas ruas. O povo exige explicação do governo. Gregório Fortunato é preso e começa a ser diariamente interrogado. O presidente perde progressivamente sua base política, encontra-se numa situação dúbia.
Se renunciar, será ainda mais criticado pelo povo; se permanecer no poder, terá que enfrentar a fúria da UDN e de muitos militares importantes que já não o apóiam.
Vargas marca uma reunião com os ministros no Palácio do Catete. A reunião estende-se à madrugada. Cada ministro faz a sua análise da situação política nacional.
Ao final, o Presidente, cansado, solitário e deprimido, sobe para a ala residencial do Palácio e decide "sair da vida para entrar na História". Um tiro no peito rouba-lhe a vida e convulsiona o país. O suicídio é encarado como saída derradeira para a situação catastrófica.
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